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Fisioterapia

Intervenção Fisioterapêutica no Pré e Pós-Operatório de Câncer de Mama
                         
 
       Nos últimos anos a incidência de câncer de mama tem aumentado significativamente e com isso a fisioterapia tem desempenhado um papel muito importante no atendimento das mulheres com esse tipo de problema. 

       Após a cirurgia, estas mulheres passam a ter uma nova realidade do esquema corporal, devido às alterações ocorridas em nível anatômico, fisiológico e funcional. Assim, o fisioterapeuta busca interceder efetivamente na qualidade de vida desta população, favorecendo o seu retorno às atividades físicas, sociais e profissionais. 

        A assistência fisioterapêutica às mulheres com câncer de mama consiste em três etapas: o pré-operatório, o pós-operatório imediato e o pós-operatório tardio. 

         O atendimento pré-operatório visa esclarecer dúvidas da paciente e identificar os fatores que podem contribuir para o aparecimento das complicações decorrentes da cirurgia. Desta forma, faz-se necessária uma avaliação detalhada, que oferecerá ao fisioterapeuta parâmetros para o acompanhamento no pós-operatório, ajudando na elaboração de um prognóstico de recuperação e na conscientização da paciente quanto aos procedimentos a serem realizados e quanto aos cuidados a serem tomados. 

         A reabilitação das pacientes no pós-operatório imediato constitui desde orientações quanto aos cuidados na execução das atividades de vida diária até exercícios e terapias de apoio, sendo importante o acompanhamento com uma equipe interdisciplinar. Nessa etapa do tratamento fisioterapêutico, geralmente faz-se um protocolo incluindo reeducação respiratória, mobilização e posicionamento dos membros superiores, massagens para prevenção de aderências, fibroses e linfedemas, deambulação precoce com orientação postural, exercícios circulatórios, controle de dor, estímulo às atividades de vida diária e orientação quanto à realização de movimentos de ombros e pescoço.

          O tratamento no pós-operatório tardio deve ser empregado em todas as pacientes submetidas à cirurgia, com o objetivo de auxiliar na manutenção do resultado obtido cirurgicamente, evitar complicações e restabelecer as funções do membro superior. São realizados alongamentos, exercícios respiratórios, exercícios para ganho de amplitude de movimento, treinamento de força (em uma fase mais avançada), reeducação postural e drenagem linfática, para prevenção de linfedemas, fibroses e aderências. Nessa fase o atendimento é ambulatorial e o trabalho pode ser individual ou em grupo. 

 
 Rafaela Grossi Oliveira e Silva -   Fisioterapeuta                                
 grossirafa@gmail.com