Às vezes fico tentando lembrar de como eu era mais feliz com a minha mãe por perto, mas as únicas lembranças que eu tenho dela não eram agradáveis. Tinha 7 anos e quando chegava da escola a primeira coisa que eu gritava era : "Mãe comprou o meu sucrilhos?" . E lá estava uma caixa enorme de sucrilhos que eu comia todinha pensando o quanto a minha mãe era especial. Ela tinha algo que realmente me fazia pensar que era a mulher mais bonita do mundo, mais feliz e assim a única coisa que eu pedia para Deus era que: "Deus, quando eu crescer quero ser igual a ela". Só que eu devia mesmo era ter pedido a Deus que não tirasse ela de mim. Minha mãe nunca teve saúde boa, sempre via ela tomando remédios e até um dos seios ela teve que tirar para melhorar, tinha ido a vários países para tentar curá-la mas eu sempre achei que ela estava viajando a trabalho e que os comprimidos não eram para nada muito grave. Só que um dia quando cheguei em casa e gritei: "Mãe eu quero sucrilhos"; ela não estava lá. E minutos depois com uma justificativa medíocre alguém me falou que ela tinha viajado para sempre e que Deus era o seu guia turístico. Depois desse dia nunca mais queria ter a alegria e a beleza da minha mãe, pois achava que Deus poderia m levar para uma "excursão". Hoje oito anos depois não tenho mais medo de querer ser igual a ela porque sei que a beleza e a memória dela é que me faz crescer, que me faz querer lutar e ser feliz.
Anna Karoline Pacheco Teixeira
Meu nome é Linda, tenho noventa e três anos, e me considero uma das pessoas veteranas do Grupo Zínnia. No dia trinta de novembro irá completar onze anos que fui submetida a uma cirurgia por estar com câncer de mama. Após o diagnóstico fui convidada para uma entrevista com as psicólogas do Hospital Odete Valadares. Elas trabalhavam para dar ajuda aos pacientes, e tinham um grupo já formado. Minha entrevista foi feita com Tânia (psicóloga). Ela me fez algumas perguntas, e eu respondia. Em um momento, ela se calou, e eu fui falando, e quando percebi que falava demais, me calei e dei por encerrado. Ela me fez um convite para participar do grupo. Então eu disse para minha filha Lina, que me acompanhava nas consultas, que não participaria do grupo. Então, ela respondeu: A senhora vai participar sim, porque vou levá-la. Assim, comecei a ser membro do grupo. Hoje recordando de tudo isso, consigo perceber o que mudou em meu modo de viver; de aceitar muita coisa da vida; de relacionar com mais afeto e compreensão em certos momentos da vida, nas dificuldades e nas perdas. Lembro-me como fui ajudada pelas psicólogas do grupo e demais integrantes, e também por minha filha que é integrante do grupo. Eu e minha filha, não deixamos de comparecer nas alegrias, nos desfiles, nas reuniões, e na recente excursão de Grussaí, que foi o máximo Tivemos alguns momentos de tristeza e todas choraram juntas. Hoje dou graças a Deus por tudo, pelas psicólogas Tânia e Cristina, e agora nossa mais recente colaboradora, Vanessa, as minhas colegas, as pessoas do SESC / Carlos Prates, e a colaboração do Nilton. Esta flor que é o símbolo do nosso grupo Zínnia, que não precisa ser semeada, e que se multiplica e enfeita todos os campos, em variedade de cores.
Arte de viver. Sou Elza 49 anos Natural de Abaeté, interior de minas gerais. Aqui realizo um sonho que era desfilar. Apesar da idade e do corpo não ser o mesmo de quando jovem, porque não hoje?Hoje mais que nunca vivo esse momento muito feliz, pois tive câncer de mama, estou curada, agradeço à Deus essa maravilhosa arte que é saber viver!!!
Arte de viver bem e bem viver cada momento é Valorizar a comunhão com os amigos, Vivenciando a missão de ser feliz Ora se doando, ora se recolhendo, ora superando a dor e as incertezas que antecedem a preparação para o duro combate ao câncer;
Viver bem é exercer a fé, é colorir a vida com arte, espalhando graça...
Mas é, sobretudo, não perder a oportunidade do reconhecimento.
Ao meu doce paizinho, aos meus lindos filhos, a todos os amigos e ao Gilvan:
Obrigada pelo carinho e pelo apoio generoso que fizeram toda a diferença!
Meu nome é Cida Moraes, tenho 49 anos tive câncer de Mama no final de 2004. Passei pela rádioterapia e quimioterapia que é um dos piores tratamento para o câncer!
Tive recidiva local dois anos após o término do tratamento precisei ser mastectomizada passei pelo tratamento todo de novo
Tive uma perda muito grande na minha vida, o meu filho de 22 anos faleceu em 2007 e graças a Deus que é muito presente na minha vida esta doença não só me trouxe um aprendizado diferente más também me fez enxergar melhor as pessoas aprendi a ser mais humana e humilde e esta é a minha arte de viver, viver com alegrias, esperanças e principalmente fé na cura e na felicidade!!!
Sou Efigênia Coelho, e tenho oitenta e dois anos. Há mais ou menos um ano que soube do diagnóstico de câncer.Fui eleita a rainha da primavera do Grupo Raio de Sol. Meu grande sonho é ser florista...
Sou Aurora, tenho 61 anos estou no grupo há 8 anos, lutei contra o câncer e com as graças de Deus hoje estou curada. E aqui estou realizando o meu sonho de poder participar juntamente com as psicólogas e as companheiras, essa linda arte que é viver.
Eu Marivalda Viana tenho e cinqüenta e sete anos, e tive câncer aos quarenta e três anos. Passei por todo o processo de quimioterapia e radioterapia, e graças a DEUS hoje estou curada. A arte de viver pra mim é estar bem comigo mesma, vestir-me e calçar bem as coisas que gosto. Passear muito, e conhecer lugares e pessoas diferentes. Curtir os meus netinhos que amo muito.
Sou Joana Darc Soares, aos 32, tive câncer de mama. Passei por todos os tratamentos, e depois fiz recontituição de mama. Entrei em depressão e cheguei a achar que não tivesse mais solução pra mim. Começei a frequentar o grupo zínnia, e percebi que ter um câncer significa mudança de vida... e com muita fé e perseverança consegui vencer todos os obstáculos .Hoje depois de 14 anos, sou muito feliz e realizada.'A arte de viver" pra mim, é estar bem comigo mesma, e com o próximo. È estar bem vestida, com cores alegres como eu. Ah! já ia me esquecendo adoro dirigir e sou uma ótima motorista.Dou um imenso valor na vida... e estou totalmente curada!
Eu Vanda tive câncer de mama aos cinqüenta anos. Fiz todos os tratamentos, mas hoje com sessenta anos sinto-me curada. Este câncer me ensinou como viajar e passear; a viver mais junto com a minha família; e aprender a “Arte de Viver para a Vida”, Ele também me ensinou a “Arte de Dançar”, que é o meu sonho. Espero ser uma boa dançarina. Agradeço as minhas psicólogas, e ao meu professor de dança que é carinhoso, com todas nós. Por isso peço a Deus, que abençoe a todos vocês. Obrigada.
Vanda Comes da Silva
Moro em Ribeirão da Neves. Faço tratamento no Hospital Alberto Cavalcanti.Tive um câncer de mama e fiz mastectomia radical, da qual tive dificuldade de voltar a trabalhar. Fiz um curso de pintura em tecido, e faço trabalhos artesanais com alumínio e crochê. Acho que é uma maneira de sair da depressão. Faço pano de prato, caminho de mesa, porta pano de prato, puxa saco e outros. Esta é a minha vida ativa; que se torna a minha Arte de Viver.
Ilaerte Rodrigues Sena.
Eu Lina Castanheira, filha de Linda Micussi Castanheira, estou neste grupo a onze anos, quando a minha mãe teve câncer de mama. Como ela é uma pessoa de mais idade, precisa de um acompanhante. Mas a minha presença no grupo Zínnia foi tão importante para mim,quanto para ela. Nele também senti acolhida, e a ajuda recebida foi ótima.Hoje faço parte, e só deixo este grupo, se me expulsarem.
Lina Castanheira
Depois de vencer um câncer percebo a importância de viver no amor em comunhão com a Família. Esta é a minha Arte de Viver.