Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Extraído do livro O amor que acende a lua, de Rubem Alves.
MENSAGENS ANTIGAS
Arranje um Amante Maio/2008
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores. Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança. Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão", além da inevitável receita do antidepressivo do momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que elas precisam de um Amante! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas!”. Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais. Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas; eu explico o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto. Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir levando". E o que é "ir levando?” Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante! ! Observar decepcionada cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã. Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista da sua vida. Acredite: o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delonga, procure um Amante ... E quando o encontrar, viva por ele e não o deixe fugir. A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: “para se estar satisfeito, ativo e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida”.
Dr. Jorge Bucay – tradução
O segredo do casamento - Março/08
Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo, no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para passear no shopping, ir ao cinema, só os dois? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter sua irrestrita atenção?
Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro, e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos da união anterior.
Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive a seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par.
Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão; por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.
Stephan Kanitz
Revista Veja Edição 1922 - 14 de setembro de 2005
O rompimento de hábitos Dez/07
Certa vez, um profeta e seu discípulo, estando em viagem, pediram uma pousada em uma das residências ao longo do caminho.
Na hora do jantar foi-lhes oferecido como alimentação apenas um copo de leite. Era a única coisa que o dono da casa tinha para oferecer, embora todos que ali moravam fossem saudáveis, tanto os pais como os seus filhos.
A terra era boa, tinham bastante hectares disponíveis para o plantio, porém nada cultivavam. Em toda a terra possuíam apenas uma vaca leiteira, de onde vinha o leite, como o sustento para toda a família.
Pela manhã, o profeta e seu discípulo levantaram, agradeceram a hospedagem e continuaram a sua viagem.
Um pouco adiante da casa, viram que a vaca pastava à beira de um precipício.
Então, disse o profeta a seu discípulo: José, por favor, vá ali e empurre a vaca para o precipício.
O discípulo, inicialmente relutou, mas como era obediente, fez o que lhe disse, empurrando a vaca no precipício. A vaca morreu na queda e o discípulo ficou bastante consternado.
Passaram-se alguns anos, e o profeta e seu discípulo voltaram novamente àquela região e novamente pediram pousada na mesma casa.
Observaram, imediatamente, que alguma coisa havia mudado naquela família. Já se viam plantações ao redor da casa, animais pastavam no terreno, todos se movimentavam fazendo alguma coisa.
Na hora do jantar, foi-lhes oferecido uma comida excelente com os alimentos colhidos da própria terra, o que foi orgulho para todos.
Pela manhã, o profeta e seu discípulo despediram-se de todos e continuaram a sua viagem.
Então, disse o profeta a seu discípulo: - Olha José, se nós não tivéssemos empurrado a vaca no precipício, esta família nunca poderia ter se desenvolvido, trabalhando e cultivando toda a terra que possuíam.
Esta história nos mostra que houve um rompimento total com a situação anterior que reinava naquela família há anos. Com a morte da vaca, eles tiveram que buscar novos caminhos, mudaram seus hábitos, comportamentos, sua filosofia de vida, enfim, tiveram de romper definitivamente, com a situação em que viviam.
Fonte: Qualidade & Produtividade: Jogos Empresariais
Regina C. Drumond
Ed. Mazza
A Águia - Nov/2007
“A águia é uma ave nascida para viver mais de 70 anos.
Mas nem todas alcançam essa idade.
Próximo aos 40, ela enfrenta o desafio de Viver ou Morrer. Seu bico e suas garras, envelhecidos e curvos, não conseguem mais capturar o alimento; suas penas atrapalham o vôo e a águia vê aproximar o seu fim!
Muitas sucumbem! Algumas, no entanto, especiais, retiram-se para altas montanhas rochosas e se isolam por um tempo de aproximadamente sete meses.
Lá enfrentam o desafio doloroso da renovação.
Suportando a dor, raspam, na rocha, o bico por dias, até que ele caia. Um novo bico surge, então, em seu lugar.
Com ele, as águias arrancam uma por uma de suas garras até que novas surjam.
Depois arrancam uma por uma de suas penas para que uma nova plumagem apareça.
Nesse processo de extrema dor, coragem e solidão, essas águias especiais vêem nascer uma nova ave.
E, no amanhecer de um desses dias, fazem seu vôo de renascimento – o vôo de Fênix.“Mais trinta anos de vida foram conquistados”
AUTOBIOGRAFIA EM CINCO CAPÍTULOS CURTOS* Out./2007
I Caminho pela rua. Há um buraco fundo na calçada. Eu caio dentro dele. Estou perdido ... estou indefeso. Não é minha culpa. É preciso a eternidade para conseguir sair. II Caminho pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Finjo que não o vejo. Caio dentro dele de novo. Não consigo acreditar que estou neste mesmo lugar. Mas não é minha culpa. Ainda é preciso um longo tempo para conseguir sair. III Caminho pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Eu vejo que ele está lá. Ainda caio dentro dele ... é um hábito, mas, meus olhos estão abertos. Eu sei onde estou. É minha culpa. Saio imediatamente. IV Caminho pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Dou a volta ao redor dele. V Caminho por outra rua. * Anônimo. Citado em "A passagem do meio – da miséria ao significado da meia idade" James Hollis – Paulus Editora
A Pipa e a Flor Rubem Alves - set/2007
Era uma vez, um menino que confeccionou uma pipa. Ele estava tão feliz, que desenhou nela um sorriso. Todos os dias, ele empinava a pipa alegremente.A pipa também se sentia feliz e, lá do alto, observava a paisagem e se divertia com as outras pipas que também voavam.
Um dia, durante o seu vôo, a pipa viu lá embaixo uma flor e ficou encantada, não com a beleza da flor, porque ela já havia visto outras mais belas, mas alguma coisa nos olhos da flor a havia enfeitiçado. Resolveu, então, romper a linha que a prendia à mão do menino e dá-la para a flor segurar. Quanta felicidade ocorreu depois!
A flor segurava a linha, a pipa voava; na volta, contava para flor tudo o que vira. Acontece que a flor começou a ficar com inveja e ciúme da pipa.
Invejar é ficar infeliz com as coisas que os outros têm e nós não temos;
ter ciúme é sofrer por perceber a felicidade do outro quando a gente não está perto. A flor, por causa desses dois sentimentos, começou a pensar:
se a pipa me amasse mesmo, não ficaria tão feliz longe de mim... Quando a pipa voltava de seu vôo, a flor não mais se mostrava feliz, estava sempre amargurada, querendo saber com quem a pipa estivera se divertindo. A partir daí, a flor começou a encurtar a linha, não permitindo à pipa voar alto. Foi encurtando a linha, até que a pipa só podia mesmo sobrevoar a flor.
Esta história, segundo conta o autor, ainda não terminou e está acontecendo em algum lugar neste exato momento.
Há três finais possíveis para ela:
1 - A pipa, cansada pela atitude da flor, resolveu romper a linha e procurar uma mão menos egoísta.
2 - A pipa, mesmo triste com a atitude da flor, decidiu ficar, mas nunca mais sorriu.
3 - A flor, na verdade, era um ser encantado.
O encantamento quebraria no dia em que ela visse a
felicidade da pipa e não sentisse inveja nem ciúme.
Isso aconteceu num belo dia de sol e a flor se transformou numa linda
borboleta e as duas voaram juntas.
A LIÇÃO DO URSO set./2007
"certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso , percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina..... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca tinha experimentado aquela sensação e então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto, e quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo" Quando terminei de ouvir essa história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos que eram importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento e desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. Para que tudo dê certo em sua vida, é preciso reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de Prosseguir. Tenha a coragem e a visão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração doer. Solte a panela... “
O Elefante - agosto/2007
Um treinador de circo consegue manter um elefante aprisionado porque usa um truque muito simples: quando o animal ainda é criança, ele amarra uma de suas patas num tronco muito forte.
Por mais que tente, o elefantinho não consegue soltar-se. Aos poucos, vai se acostumando com a idéia de que o tronco é mais poderoso que ele.
Quando adulto e dono de uma força descomunal, basta colocar uma corda no pé do elefante e amarrá-lo num graveto que ele nem tenta libertar-se: ele se lembra que já tentou muitas vezes e não conseguiu.
Assim como os elefantes, nossos pés estão amarrados em algo frágil. Mas como, desde criança nos acostumamos com o poder daquele tronco, não ousamos fazer nada. Sem saber que basta um simples gesto de coragem para descobrir toda nossa liberdade.